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Hummm... já vi isso antes...


Essa semana vi uma campanha, muito legal, da Masp Art School. Porém tive a sensação de "dejà vu", pesquisando nos arquivos encontrei.


Maio de 2011
Masp Art School




Janeiro de 2008
Ontario College Of Art & Design



Precisando de um site para sua empresa/marca e está sem grana?

Hoje tenho convicção que, em muitos casos, as pequenas e médias empresas podem ter um excelente site sem altos investimentos. Temos ao nosso alcance ótimas ferramentas on-line para o desenvolvimento de sites. Entre eles testei e utilizei um pouquinho o YOLA. Seguem algumas percepções.

Os layouts gratuitos ainda deixam um pouco a desejar, mas é totalmente integrado com sistemas de buscas, mídias sociais, multimídias (fotos e vídeos), possui um sistema próprio de BLOG, formulários, etc... e com um pouquinho de conhecimento em HTML você também consegue integrar com o FB e TT.

Ou seja, não precisamos "reinventar" a roda, pegue o YOLA + BLOGGER + FANPAGE + TWITTER + FLICKR + YOUTUBE e você terá um ótimo site, totalmente integrado e sem custo algum.

Para quem já tem conhecimentos em BLOGs, por exemplo, a utilização não é muito complicada.

Se você tiver disponibilidade de investimento ainda consegue ter um sistema de lista de e-mails e uma loja virtual, por exemplo. Claro além das diversas opções diferenciadas de hospedagem.
Existem outros claro, mas consegui testar esse.

Fica a dica : )

Iniciativas “crowd”!




Tenho acompanhado o surgimento de alguns sites que utilizam iniciativas “crowd” em seu modelo de negócio. De uma forma bem simples, trata-se de utilizar a força da colaboração coletiva para um único objetivo (crowd do inglês quer dizer multidão). Os dois modelos mais conhecidos são o Crowdfunding: utilizado para financiar projetos de interesse coletivo (já escrevi sobre isso aqui) e o Crowdsourcing: que utiliza a mão de obra dos bilhões de usuários da Internet, para realizar tarefas e desenvolver projetos, de forma remunerada ou não.

A Wikipedia (que é uma iniciativa “crowd”) define esses dois modelos:

Crowdfunding, traduzido para o português como Financiamento coletivo ou Financiamento colaborativo é a obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo cidadão, pequenos negócios e start-ups, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros. Fonte: Wikipédia.org

O crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo e soluções ou desenvolver novas tecnologias. O crowdsourcing possui mão-de-obra barata, pessoas no dia-a-dia usam seus momentos ociosos para criar a colaboração. Fonte: Wikipédia.org

Além de um ótimo modelo de negócio para empreendedores, a exemplo de sites como o WeDoLogos , CrwodTest, Senso Incomum, Queremos e o Catarse, só para citar alguns. Também são excelentes ferramenta para construir relacionamentos, conhecer clientes e, principalmente, utilizá-los como fonte de pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos. Pois quem não gosta de dar uns “pitacos” no serviço ou produto que utiliza?

Essa pré-disposição que temos em colaborar para um objetivo comum, seja ele com ganho financeiro ou pelo simples desejo de colaborar e fazer parte de algo maior, aliado às mídias sociais, pode ser uma combinação com infinitas possibilidades, seja você um empreendedor em busca da “grande ideia” ou uma empresa que busca o tão almejado “Defensor ou Advogado da Marca”.

Em busca do óbvio


Quantas vezes você viu algo e disse “Como não pensei nisso antes? Tão simples...”!
Muitas vezes a solução para um problema ou uma grande ideia para uma campanha de marketing é óbvia e simples e por isso mesmo tão difícil de ser encontrada.


Para funcionarem, as ideias de posicionamento e reposicionamento devem ser óbvias. É por isso que elas são evidentes. E se são evidente para você, também serão evidentes para seus clientes, e é por isso que elas vão funcionar.

Em 1916, Robert R. Updegraff escreveu um panfleto intitulado Obvious Adams: The Story of a Sucessful Businesman. É o melhor texto de marketing que eu já li. De fato, meu útlimo livro foi sobre esse assunto (Em Busca do Óbvio).
Updegraff advertiu sobre como é difícil vender ideias óbvias, quando escreveu: “O problema é eu o óbvio está apto a ser tão simples e comum que não tem apelo à imaginação. Todos nós gostamos de ideias inteligentes e planos engenhosos que rendam uma boa conversa à mesa do almoço, no clube. Existe algo no óbvio que é – bem, tão óbvio?”

Upgraff estabeleceu os cincos testes da obviedade:

1 – Este problema, quando resolvido, será simples. O óbvio é quase sempre simples – tão simples que às vezes toda uma geração de homens e mulheres olhou para ele sem nem mesmo enxergá-lo. De fato, e uma ideia é inteligente, engenhosa ou complicada, deveríamos suspeitar dela. Provavelmente ela não seja óbvia.

2 – Ele é consistente com a natureza humana? O óbvio corresponde a percepções existentes. As pessoas o veem em sua realidade simples, descomplicada, sem conhecimento técnico ou profissional.

3 – Coloque-e no papel. Escreva sua ideia, plano ou projeto com palavras simples, como se você estivesse explicando-a para uma criança. Você pode fazer isso em dois ou três parágrafos curtos, de modo que faça sentido? Se não puder – se a explicação se tornar longa, complicada, ou elaborada – então muito provavelmente ela não será óbvia. Pois, para repetir: “Quando encontrar a resposta, ela será simples”.

4 – Ela explode na mente das pessoas? Se, quando você apresentou sua ideia, expôs sua solução a um problema ou explicou seu plano, projeto ou programa, as pessoas disseram: “Nossa, por que não pensamos nisso antes?” você pode se sentir animado. Pois as ideias óbvias são muito capazes de produzir essa reação mental “explosiva”.

5 – É a hora certa? Muitas ideias e planos são óbvios em si mesmos, mas estão obviamente “fora do tempo”. Verificar se é o momento oportuno com freqüência é tão importante quanto verificar a ideia ou plano em si. Um reposicionamento que está à frente de seu tempo ou depois dele é um grande problema.

Outro trecho interessante do livro:
“Ao longo dos anos, aprendemos que o pensamento brilhante nunca vence por seus méritos. Se você não tiver as pessoas certas na sala, o posicionamento ou reposicionamento efetivo se torna, quando muito, uma tentativa com poucas chances de sucesso”.

"Curtir" na vida real!?

Já pensou em dar um "Curtir" em coisas legais e interessantes na vida real, da mesma forma que na virtual?

Essa é a idéia do LiveLike. Não cheguei a fazer o cadastro e utilizar... mas, tirando o apelo e o conceito, na primeira vista não vi muita diferença para as ferramentas de compartilhamento de imagens existentes.

Os 10 Mandamentos do Marketing


Retirei esses “mandamentos” do livro Os 10 PECADOS MORTAIS DO MARKETING, DE PHILIP KOTLER, um livro muito interessante principalmente pela sua abordagem que apresenta o que as empresas estão fazendo de errado em relação à Gestão de Marketing, diferente da grande parte da literatura, que é focada nas melhores práticas.

1º MANDAMENTO
A empresa segmentará o mercado, escolherá os melhores segmentos e desenvolverá uma posição de forma em cada um deles.

2º MANDAMENTO
A empresa mapeará as necessidades, percepções, preferências e comportamentos dos clientes e, em seguida motivará seu stakeholders a adquirir uma obsessão em atendê-los e satisfazê-los.

3º MANDAMENTO
A empresa conhecerá os seus principais concorrentes, inclusive suas forças e fraquezas.

4º MANDAMENTO
A empresa estabelecerá parcerias com seus stakeholders e os recompensará generosamente.

5º MANDAMENTO
A empresa desenvolverá um sistema para a identificação e classificação de oportunidades e para a escolha das melhores.

6º MANDAMENTO
A empresa deverá gerenciar um sistema de planejamento de marketing que a conduza à elaboração de planos, de curto e longo prazo, sensíveis ao ambiente de mercado.

7º MANDAMENTO
A empresa deverá exercer um forte controle sobre seu mix de produtos e serviços.

8º MANDAMENTO
A empresa construirá marcas fortes utilizando as ferramentas de marketing que apresentarem a melhor relação de custo/eficácia.

9º MANDAMENTO
A empresa construirá uma liderança de marketing e um espírito de equipe entre seus vários departamentos.

10º MANDAMENTO
A empresa adquirirá tecnologia de modo contínuo para que possa manter a vantagem competitiva no mercado. 

A Guerra das Redes Sociais

Em 2010 o Facebook ultrapassou o Google em tempo de navegação, ou seja, os usuários estão passando mais tempo na rede social do que utilizando os serviços da Gigante da Internet.

O contra ataque do Google foi o lançamento de uma nova rede social o Google +. Apesar de possuir inovações interessantes como o chat em vídeo e a divisão de seus amigos em círculos (essa em minha opinião a novidade mais simples e ao mesmo tempo a mais interessante), além do rápido crescimento, conforme demonstra o gráfico abaixo, não acredito que o objetivo principal do G+ seja superar ou “matar” o FB.


O foco do Google não são as redes sociais, é muito mais amplo (já escrevi sobre isso no post Qual o negócio do Google?). Através da missão da empresa pode-se ter uma ideia de qual é o seu principal foco, "o Google tem por missão organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil", ou seja, o Google só contra atacou o Facebook quando sentiu o seu negócio principal ameaçado, os usuários estavam passando mais tempo compartilhando informações na rede social do que buscando informações em seus serviços. Quando o Orkut já não estava mais fazendo frente ao FB eis que surge uma nova ferramenta para organizar, compartilhar e acessar informação, na visão do Google, muito mais que uma rede social.

Uma versão bem humorada da batalha das redes sociais



Pôneis malditos!

Acredito que todo mundo já deve, pelo menos, ter ouvido falar da nova campanha da Nissan para a Caminhonete Frontier, com aquela “musiquinha grudenta”, pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar...

Para quem ainda não viu segue o vídeo que hoje já ultrapassa os 1.270.000 acessos no Youtube, em 3 dias.

Além de bem humorada e da repercussão que a campanha conseguiu, existem dois pontos principais que gostaria de chamar a atenção.

Posicionamento: de uma forma fantástica a marca conseguiu posicionar a Nissan Frontier com base no diferencial da força do motor e, de certa forma, relacionar os motores concorrentes à imagem meiga dos pôneis coloridinhos e, consequentemente, à falta de robustez e força, atributos mais que necessários para esse de carro. Tenho certeza que ao ver um automóvel dessa categoria você vai lembrar: pôneis malditos, pôneis malditos, venha com a gente atolar...

Offline complementando online (ou vice e versa): ao final do vídeo no Youtube somos convidados à cessar o site www.maldicaodoponei.com.br que direciona o usuário para a Fanpage da marca no Facebook. Nela você poderá “jogar uma maldição” nos seus amigos, além de conhecer um pouco mais sobre a Nissan. A ideia é muito boa, vamos aguardar para ver se irá se disseminar pelas redes sociais.

Muito se ouviu falar da possibilidade da Internet acabar com as mídias tradicionais. Sempre acreditei em ambas como necessárias para a promoção de uma marca ou produto de forma complementar, sendo a mídia offline porta de entrada para a online, onde não existe limite de tamanho, tempo e alcance.

Qual o negócio do Google?


Após ler sobre o lançamento da versão do Sistema Android da Google que permitirá ao usuário controlar a sua casa, uma pergunta me veio a mente, "qual é, afinal, o negócio do Google?".

A gigante da internet que iniciou a partir de um site de buscas e hoje é uma das marcas mais valiosas do mundo não para de lançar novos produtos e serviços que buscam, através da internet, facilitar nossa vida. Essa foi minha resposta, "o negócio do Google é facilitar a nossa vida".

Pesquisando... no Google... encontrei a missão da empresa:

"O Google tem por missão organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil".

Seja através da aquisição de sites/serviços menores ou pela inovação, o Google participa cada vez mais do nosso dia a dia. Pense um pouco, de tudo que você faz na internet onde a marca Google está presente? Ou melhor, não está presente?

Alguém iria dizer, no Facebook e no Twitter! Mas a questão não é "ser dono dos principais sites e serviços" e sim atuar nos principais segmentos. Neste caso o Google oferece o Orkut e o Buzz.

O posicionamento da marca Google está muito mais focado no benefício a ser oferecido do que em algum produto específico ou segmento, em minha opinião este é o diferencial que possibilita a empresa essa avalanche de inovação.

Nesse sentido vale analisar, Microsoft e Apple estão lutando a batalha correta, ao atacar o Google no serviço de buscas e no sistema operacional para dispositivos móveis, por exemplo?

Isso tudo me remete a dois autores, Al Ries com a clássica frase "o marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções" e Peter Drucker e o questionamento que deixava sem fala muitos executivos "qual é o seu negócio?".

Crowdfunding: mais um benefício da web colaborativa


“De forma bem simples, é o termo para usar quando a gente fala de iniciativas de financiamento colaborativas. Traduzindo para o português seria algo como “financiamento pela multidão”. A ideia é que várias pessoas contribuam, com pequenas quantias, de maneira colaborativa, a viabilizar uma ideia, um negócio, um projeto”. www.crowdfundingbr.com.br

Que a força colaborativa da web esta mudando o dia-a-dia de empresas e pessoas já é um fato. A cada dia surgem diferentes ferramentas que nos fazem repensar nossos métodos e práticas.


O crowdfunding, algo ainda novo no Brasil, mas apresenta muitas possibilidades, é a mobilização de um grupo de pessoas com o objetivo de realizar ou possibilitar a realização de algo. Dois projetos mais conhecidos e pioneiros no Brasil é o Queremos e o Catarse, o primeiro busca financiar a realização de shows no Brasil. Nele, caso o projeto seja bem sucedido existe a possibilidade de reembolso do ingresso, total ou parcial (bem como o reembolso caso o show não seja realizado). O segundo é um ótimo espaço para quem tem um projeto legal, mas não possui a verba necessária para colocar em prática, basta postar sua idéia no site e torcer para que outras pessoas apóiem através de doações.


Como não poderia ser diferente, deixo uma questão no ar: como podemos utilizar essa nova onda em uma ação de marketing? Acho que para a área de responsabilidade social e ambiental é uma ótima alternativa.


Outro site legal: http://www.sensoincomum.com.br/
Informações sobre o assunto: http://www.crowdfundingbr.com.br/
Matéria Revista Exame: Fenômeno do Crowdfunding ganha força no Brasil

Marketing em Mídias Sociais, qual o retorno esperado?

Nesses últimos dias vi em alguns sites matérias sobre como “a Pepsi decepcionou nas redes sociais” ou seria “se decepcionou com as redes sociais”. Até hoje não havia lido mais profundamente sobre o assunto. Hoje busquei maiores informações. O que me levou a analisar algo interessante: qual o resultado que as empresas devem esperar das ações em mídias sociais? Culturalmente mensuramos os investimentos em marketing sob o retorno em vendas, ou seja, buscamos os resultados no curto prazo. Porém nos dias de hoje a conectividade e a mobilidade possibilitada pelas mídias sociais (que são muito mais um local de troca e compartilhamento do que uma simples ferramenta de comunicação. Muitas empresas não enxergam isso) o relacionamento ganha perspectivas exponenciais e esse deve ser o resultado a ser buscado, o RELACIONAMENTO, o qual é construído em longo prazo. (Ótimo artigo sobre ROI em Redes Sociais fica a dica).

O que desencadeou essa “desaprovação” da campanha da Pepsi foi justamente o desempenho das vendas. O Wall Street Journal divulgou resultados do ano para Pepsi e Diet Pepsi, no qual aponta uma perda de meio bilhão de dólares em vendas, fazendo com que a marca caísse do segundo para o terceiro lugar em participação de mercado. A campanha realizada foi centralizada no site www.refresheverything.com e movimentou várias redes sociais. Nele as pessoas são convidadas a sugerir idéias para “refrescar o mundo” e ao mesmo tempo melhorar a vida das pessoas. As idéias premiadas recebem de U$ 5.000 a U$ 250.000. Para a execução da ação a PepsiCo abriu mão de investimentos em TV como o Super Bowl, por exemplo.

Qual foi o posicionamento da PepsiCo frente ao cenário. Voltar aos grandes investimentos em mídia de massa. Essa atitude caracteriza que, além de mudar o foco das ações de marketing, é necessário mudarmos as metodologias de avaliação dos resultados. As novas mídias não podem ser avaliadas da mesma forma das tradicionais.

Alguns resultados obtidos por uma das maiores verbas investidas em mídia social da história, se não a maior:

- 120 mil idéias;

- 80 milhões de votos nas idéias;

- 3.5 milhões de fãs no Facebook;

- mais de 60 mil seguidores no Twitter.

Algumas percepções

- apesar das tendências, a utilização conjunta de mídias sociais com tradicionais, ainda é a melhor opção, principalmente em se tratando de produtos de massa.

- ao investir em mídias sociais não espere resultados em curto prazo.

- precisamos rever as metodologias de análises e o que consideramos como “resultados satisfatórios”.

Momento flashback

Pepsi e Coca-cola sempre chamaram a atenção pela qualidade de seus comerciais de TV e por certa rivalidade, muitos viraram virais. Abaixo coletânea.




Site interessante que descobri durante a pesquisa, Escave as Mídias Sociais (www.midiassociais.net/).

Na “Era do Ficar” promova experiências!

Ouvi o conceito “Era do Ficar” em palestras do Prof. Dado Schineider (@dado4314), basicamente busca exemplificar a grande oferta de produtos e serviços, independente do segmento, onde a fidelidade do cliente com apenas uma marca é cada vez mais difícil, pois o mesmo tende a experimentar (ou “ficar”) com as diferentes opções.

Já comentei em vários textos que um dos aspectos levados em conta pelo consumidor no momento da compra é a imagem da marca, ou seja, a percepção construída por ele durante os vários momentos de contato com o produto/serviço. Nessa construção estão incluídas ações de propaganda, publicidade, atendimento, utilização do produto, opinião de familiares e amigos, interação com o site da empresa, redes sociais, ações de vendas, entre outros.

Uma estratégia muito eficiente, quando falamos em construção de imagem e posicionamento, é o brand experience ou experiência de marca. Trata-se da promoção de momentos nos quais os consumidores possam “experimentar” sensações promovidas pela marca. Essas sensações podem ser desde a utilização do produto (tradicional test drive) até algo não relacionado diretamente ao produto, mas ao posicionamento da marca, um passeio de balão ou uma escalada, por exemplo. O grande diferencial desse tipo de ação esta na lembrança positiva que ficará gravada na mente do consumidor através do “sentimento”.

No momento de escolher entre um produto ou outro o que você acha que irá contribuir mais na construção da imagem da marca, um brinde ou uma lembrança positiva?
Essas ações podem ser realizadas em feiras, eventos, no ponto de venda, locais com grande circulação de pessoas, internet. Por fim, onde o seu público estiver.
Um bom exemplo é a Happiness Machine ou “Máquina da Felicidade” da Coca Cola. Nos últimos anos a marca Coca Cola tem focado sua comunicação no conceito de “felicidade”, com esta ação foi possível promover uma experiência diferenciada com foco no posicionamento.

Alguns videos





Qual a força da sua marca?

Você já parou para pensar qual a força da marca da sua empresa/produto, se ela realmente faz a diferença no resultado? Uma forma simples e superficial de fazer isso é analisar quanto o lucro da sua empresa seria influenciado se o produto fosse vendido com outra marca, ou seja, qual o impacto que a “não existência” da sua marca causaria ao negócio. Quanto maior a influência maior a força da marca.

Por exemplo, se retirarmos a marca Nike de um de seus produtos, será que o consumidor estaria disposto a pagar o mesmo preço?

Em um ambiente cada vez mais saturado de opções é cada vez mais difícil chamar a atenção do consumidor, nessa hora ter uma marca forte faz a diferença. Abaixo um pequeno vídeo que mostra como chegamos a esse cenário. Bem divertido.



Todas as ações realizadas para tornar a marca conhecida, reforçar o posicionamento, fortalecer o relacionamento com o cliente, tem o objetivo de fazer com que, no meio de tantas opções, o consumidor escolha o nosso produto e assim potencialize a geração de lucro.

Como construo uma marca forte?

O portal Mundo do Marketing disponibiliza um e-book “Branding 101”, trata-se de uma manual básico para quem está iniciando no mundo da gestão de marcas. Sugiro a leitura.

Todos contra o Líder

Nos últimos dias algumas situações no mercado de TI me lembraram o livro “Marketing de Guerra” de Jack Trout e Al Ries (o livro é de 1986, mas recomendo a leitura). Na obra os autores fazem um paralelo de estratégias de guerra aplicadas ao marketing.

Os dois casos que me chamaram a atenção são relacionados a dois gigantes do mercado de dispositivos móveis, Apple e Google, o primeiro referência em hardware (iPad) e o segundo em software (Android).

Todos VS Apple

Já postei no blog o caso do lançamento do tablet da Motorola, o Xoom, num ataque direto à Apple. Essa semana surgiu na Internet dois comerciais da LG promovendo o seu tablet, o Optimus Pad, também num ataque mais que direto contra a Apple.

Veja os vídeos






Todos VS Google

Grande líder no mercado de SO (Sistema Operacional) para dispositivos móveis. O Android é hoje o alvo a ser batido. A união entre Sony (hardware) e Microsoft (software) tem esse objetivo. Veja matéria sobre a parceria avaliada em bilhões.

Em relação ao livro Marketing de Guerra, podemos fazer relação com os “princípios ofencivos do marketing de guerra”. Confira trechos do livro:

A consideração principal é a força da posição do líder: O que uma empresa nº 2 ou nº 3 deve fazer é enfocar a líder. Seu produto, sua força de vendas, sua política de preços, sua distribuição. Não importando o quão forte uma empresa nº 2 seja em determinada categoria ou atributo, ela não pode vencer se isso ocorrer onde a líder também é forte.

Encontre uma fraqueza na força do líder e ataque esse ponto: Não se trata de impressão errada. Queremos dizer, "encontre uma fraqueza na força do líder", não na fraqueza do líder. Algumas vezes os líderes têm pontos fracos que são exatamente pontos fracos e não uma parte inerente à sua força. Eles podem ter negligenciado este ponto, tê-lo considerado sem importância, ou esquecido a seu respeito.

O ataque deve ser lançado em uma frente o mais estreita possível: Preferivelmente com um único produto. A "linha completa" é um luxo que somente as líderes podem ter. A guerra ofensiva deve ser feita com linhas estreitas, tão perto de produtos únicos quanto possível.


Em resumo o autor sugere que as empresas devam atacar o líder do segmento. Esse ataque deve ser com foco em um ponto fraco identificado na força do líder. Por exemplo, algumas empresas possuem um preço alto, porém com um custo baixo de produção, podem modificar sua margem quando quiser, assim atacar o preço do líder não seria uma estratégia duradoura. Por outro lado, se analisarmos a distribuição em uma determinada região ou um público que a empresa não consegue atender com eficiência, poderia ser uma fraqueza a ser utilizada, pois são de difícil reação devido a grande estrutura da líder. Por fim, o ataque deve ser o mais focado possível, posicionando a marca como a melhor opção para a região ou público em questão, por exemplo.

Agora nos resta esperar e descobrir quais os danos que esses ataques causarão às líderes, pois não é possível identificar com clareza os pontos fracos atacados e a estratégia utilizada.

Para finalizar, um aviso do autor, “não é todos os dias que Davi sai e mata Golias. A guerra ofensiva não é tarefa fácil”.

É melhor ser ou parecer?

Já dizia Al Ries “Diariamente milhares de mensagens concorrem por um espaço na mente do consumidor. Portanto, não se engane. A MENTE É O CAMPO DE BATALHA”.

O autor se refere à importância do posicionamento. Definir e reforçar o posicionamento em todas as ações de marketing pode ser decisivo na batalha por um espaço na mente dos consumidores.

A linha de desodorantes Axe é um ótimo exemplo. Todas as suas campanhas reforçam o mesmo posicionamento. O apelo sexual do produto.

Vejam um case da Axe



Outro exemplo que gosto muito é da cerveja Polar, a qual trabalha o seu posicionamento com relação ao bairrismo do povo gaúcho. O diferencial da exclusividade.

Alguns Comerciais da Cerveja Polar

Carioca



Trovador



Paulistas



E então, é melhor SER ou ser PERCEBIDO como o melhor da categoria? O mais importante é ser percebido, pois de nada vale ser o melhor e não ser lembrado como tal pelo consumidor.

PORÉM ATENÇÃO: Não estou dizendo que basta “vender” uma determinada imagem, pois no momento que você consegue fixar o seu posicionamento e o cliente ao comprar o seu produto não receber o “prometido” todo o trabalho vai por água abaixo.

E na sua empresa? Existe um posicionamento definido para a marca/produto ou em cada ação de marketing o conceito é outro? Você realmente entrega o que promete?

É preciso fixar o posicionamento na mente do consumidor. Isso se faz com repetição. Lembre-se A MENTE É O CAMPO DE BATALHA!

O que sua marca tem a dizer?

Vivemos hoje uma verdadeira enxurrada de ofertas onde o cliente passa a não criar uma relação muito duradoura com a marca. Ele tende a “experimentar” as diversas opções ao seu alcance. Criar um vínculo duradouro da marca com o cliente é um dos grandes desafios do marketing.

Em minha opinião uma ótima estratégia para construir esse vínculo é através da geração de conteúdo relevante. Conhecido como Conteúdo de Marca ou branded content essa estratégia tem como objetivo oferecer informações que acrescentem valor ao dia-a-dia do cliente. Claro tendo alguma relação com o negócio da marca.

Alguns aspectos são importantes no planejamento desse tipo de ação:

Ferramenta: qual a forma mais eficiente de chegar ao meu público? Revista, jornal, blog, rede social, vídeo, todos?

Conteúdo: o que interessa ao meu público? Isso tem relação com a minha marca?

Capacidade: quem será responsável por gerar o conteúdo? Essa pessoa ou fonte é referência no assunto? Tenho capacidade de manter a atualização constante?

Um meio de comunicação eficiente, com conteúdo relevante e atualizado, com certeza conta muitos pontos na criação e fortalecimento do vínculo da marca com o cliente.

Atendimento nota 0

Ontem ao abastecer meu carro em um Posto de Combustível da cidade tive uma experiência interessante. Como existem pessoas despreparadas ou “sem noção” no atendimento de algumas empresas (diga-se de passagem, um dos principais pontos de contato com a marca, fundamental na criação da reputação da mesma).

Quando fui realizar o pagamento, havia outra pessoa esperando. A atendente, antes de fazer “o favor” de emitir a nota fiscal “precisava” encaminhar sua “importante” conversa no MSN. Ao chegar minha vez a ação se repetiu. A cada etapa do processo uma pausa para o MSN.

Quem sabe isso tenha me chamado a atenção pelo fato de estar atrasado para um compromisso, mas com certeza essa empresa passa a ser uma de minhas últimas opções.

2011 está bem parecido com 1984. A história se repete?

No ano de 1984 a Apple lançou o histórico comercial “1984”, para o lançamento do computador pessoal Macintosh, no qual acusa a IBM de “escravizar” as pessoas.





Em 2011 frente ao amplo domínio de mercado da Apple, com o iPhone4 e com o iPad, a Motorola, para promover o seu tablet Xoom, em seu novo comercial faz referência ao escravismo, segundo ela, hoje provado pela Apple.

Veja o teaser da campanha





O comercial apresenta um homem, que usa o Xoom, em destaque em meio a pessoas aparentemente iguais, usando iPods ou iPhones...


No final o slogand da campanha “Agora o discurso é outro: o tablet para fazer um mundo melhor.”

Confira o filme





Ambos os filmes fazem referência a obra "1984", de George Orwell (a mesma que deu origem ao programa Big Brother) e foram exibidos durante o Super Bowl. O da Apple inclusive eleito o melhor dos últimos 40 anos.

Reflexões...

Será que sempre haverá quem “escraviza” e quem é “escravizado”, independente do segmento? Sempre surgirá uma marca “libertadora”, como novas e melhores opções?

Acredito que sim, porém nem sempre, em minha opinião, a história irá se repetir.

A Apple surgiu com uma proposta totalmente diferente da apresentada pela IBM na época, praticamente criando uma nova categoria de computadores. Hoje os concorrentes do iPad são muito semelhantes. Não apresentam nenhuma “grande” inovação.

Arrisco em dizer que muitas pessoas irão se referir a esses tablets como o “iPad da Motorola”.

"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)

2011 está bem parecido com 1984. A história se repete?

No ano de 1984 a Apple lançou o histórico comercial “1984”, para o lançamento do computador pessoal Macintosh, no qual acusa a IBM de “escravizar” as pessoas.



Em 2011 frente ao amplo domínio de mercado da Apple, com o iPhone4 e com o iPad, a Motorola, para promover o seu tablet Xoom, em seu novo comercial faz referência ao escravismo, segundo ela, hoje provado pela Apple.

Veja o teaser da campanha



O comercial apresenta um homem, que usa o Xoom, em destaque em meio a pessoas aparentemente iguais, usando iPods ou iPhones...

No final o slogand da campanha “Agora o discurso é outro: o tablet para fazer um mundo melhor.”

Confira o filme



Ambos os filmes fazem referência a obra "1984", de George Orwell (a mesma que deu origem ao programa Big Brother) e foram exibidos durante o Super Bowl. O da Apple inclusive eleito o melhor dos últimos 40 anos.

Reflexões...

Será que sempre haverá quem “escraviza” e quem é “escravizado”, independente do segmento? Sempre surgirá uma marca “libertadora”, como novas e melhores opções?

Acredito que sim, porém nem sempre, em minha opinião, a história irá se repetir.

A Apple surgiu com uma proposta totalmente diferente da apresentada pela IBM na época, praticamente criando uma nova categoria de computadores. Hoje os concorrentes do iPad são muito semelhantes. Não apresentam nenhuma “grande” inovação.

Arrisco em dizer que muitas pessoas irão se referir a esses tablets como o “iPad da Motorola”.

"O marketing não é uma batalha de produtos, é uma batalha de percepções." (Al Ries)

Entrevista com Francisco Madia de Souza

Desde que li o livro “Os 50 mandamentos do Marketing”, do Prof. Francisco Madia de Souza, que acompanho seus artigos. Hoje, no Portal Mundo do Marketing, foi publicada uma entrevista, onde ele faz algumas considerações e reflexões.

Do alto da experiência de quem criou o primeiro departamento de Marketing no Brasil, em 1971, no Itaú, Francisco Alberto Madia de Souza propõe mudanças fundamentais nas empresas para que elas melhorem sua rentabilidade. Mais do que isso, para elas continuarem existindo, uma vez que os problemas em comunicação, posicionamento e relacionamento com clientes são cada vez maiores e constantes.

Projetos de relacionamento com todos os stakeholders, design e conteúdo como elemento diferenciador de marca são três das principais questões que as empresas precisam focar nos dias de hoje. Presidente da Academia Brasileira de Marketing e autor dos livros "Marketing Trends”, "Marketing Pleno", "Os Axiomas do Marketing", "Datamarketing Behavior - Introdução ao Marketing de 6ª Geração" e "Causos de Marquetim", Madia também propõem mudanças mais drásticas no segmento.

“Eu acabaria com os gerentes de produto nas empresas. Só teria gerente de clientes. Transformaria o gerente de produto em gerente de clientes”, aponta Francisco Madia em entrevista ao Mundo do Marketing, após palestra para executivos sobre Tendências no WTC Business Club, realizada no Comitê de Marketing Trends. Um dos pais do Marketing no Brasil e responsável pela disseminação do que ele chama de religião no país, Madia toca em assuntos tabus.

Um dos principais deles diz respeito ao fato de muitos profissionais de Marketing renegarem o que seus antecessores desenvolveram quando assumem em uma nova empresa. “Não sei porque tem que ser assim, mas infelizmente, toda vez que uma empresa contrata um novo executivo, a primeira coisa que ele faz é acabar com tudo que diz respeito à administração anterior”, atesta para, em seguida, fazer questionamentos que podem ensinar a muitos profissionais. Acompanhe a entrevista completa a seguir.

Veja a entrevista completa!

Saiba mais sobre Francisco Madia de Souza
- http://www.madiamundomarketing.com.br/
- http://www.madiamarketingschool.com.br/
- http://www.blogdomadia.com.br/

Fonte: Mundo do Marketing